Olá João! Ainda bem que gostaste do texto, fico muito grato por isso. Mas há também criatividade na forma como entregamos informação. Às vezes estarmos simplesmente relaxados e apaixonados por antioxidantes e fibra é quanto basta para acender a chama da criação.
João, o teu texto tocou-me num nervo profundo. Nos últimos anos, sinto que temos vindo a confundir o escrever com o fazer marketing e o fazer marketing com escrever, muito também impulsionado pelos autores que usam as plataformas de redes sociais para levar mais longe as suas obras. Nada contra, é parte do seu trabalho, mas nem tudo tem de ser para vender. Gostei muito de ler este texto (espero que o comboio tenha demorado o tempo certo para o escreveres sem chegares atrasado ao destino). Um beijinho
Obrigado pelas palavras, Lídia, e fico feliz que o texto tenha chegado a um dos teus nervos. O meu truque é usar as viagens de comboio que forem necessárias até o texto estar pronto. Assim escrevo o que quiser sem correr o risco de me atrasar. Um abraço!
Muito bom texto, João! É como fazem os mestres zen: nunca se preparam antes de uma palestra. Também tenho evitado preparar-me demais quando dou palestras sobre nutrição.
Mas a espontaneidade que mencionas é algo mais difícil, por exemplo, na minha área de trabalho. Por mais que eu ache que antioxidantes e fibra são sexy, a verdade é que a maior parte das pessoas acha uma seca.
Durante algum tempo tive de criar conteúdos para um contexto profissional e confesso que odiei. Descobri que marketing e "caixinhas" não é bem a minha praia.
Para mim, escrever é mesmo essa expressão de liberdade e de quem sou... é ir soltando as palavras enquanto vou encontrando a minha voz.
Não me preocupo com crescimento rápido ou algoritmo, só quero escrever, ler e criar arte.
Adorei o texto, João, e como é realmente uma ode a como escrever em liberdade e não um "como não escrever" que depois, completamente contra um propósito que deveria defender, nos enche os ouvidos do que interessa escrever, como e de que modo. Que mete tudo em caixinhas e nos obrigada a saltar para dentro de ti e trancarmo-nos lá. Escrever contrariando verdadeiramente todas as regras do "como escrever" é como o descreves. Obrigada pelo texto libertador, fez-me respirar fundo!
Aceito o desafio! E gostava que muitos mais aceitassem também. Gostava que escapássemos todos do domínio dos algoritmos e nos deixássemos surpreender com o que a liberdade criativa pode criar.
Bons pontos de escrita. Gostava de escrever mais mas parece que a dada altura, algo me apaga o significado das palavras. Agora já sei que o que me falta, é mais input.
Obrigado por este texto, João, que mais parece um manifesto sobre a escrita.
Não trabalho em marketing, mas escrevo muita (demasiada?) coisa em contexto profissional. Faço-o quase de olhos fechados, quase sem pensar, de tal forma tenho inculcado o estilo e a forma de como devo transmitir uma determinada mensagem. A ausência de espaço de manobra acaba por agilizar o processo, a escrita é muito rápida porque basta remeter para as fórmulas mais do que batidas.
Ao invés, escrever em blogs e, agora, no Substack sempre foi, para mim, um exercício de imensa liberdade: é um alívio poder escrever, em primeiro lugar, sobre o que me apetece, sem qualquer tipo de limitação que não a minha auto-censura e, em segundo lugar, sem ter de prestar atenção a melhores práticas e outras regras respeitantes à forma.
Hoje, à hora a que escrevo (10h e tal da manhã, quase 11h), diria que o meu "nicho" (uma palavra que me remete sempre para a infância, porque a escola primária onde andei chamava-se "o Nicho") ou "público-alvo" é quem quiser ler-me, quem quiser dar-me a honra de dedicar um bocado do seu tempo a ler o que escrevi. De resto, é como dizes: o "nicho" ou o "público-alvo" aparecerão, ou não; remeto para o tempo a tarefa de responder a essa questão.
Termino a puxar a brasa à minha sardinha, porque escrevi sobre isto no fim-de-semana passado. A "conteudização" não atinge apenas a escrita: na música, por exemplo, também assistimos a fenómenos similares, de recurso a fórmulas cuidadosamente definidas, com vista à optimização do alcance, da audiência, do número de vezes que a faixa é ouvida nas plataformas de streaming.
Obrigado pelas palavras, folgo em saber que gostaste do texto. E sim, esta homogeneidade cultural é transversal a todas as formas de arte. Temos o mesmo problema nas séries e filmes. Ainda não li o teu texto na totalidade mas fiquei vidrado na importância da bridge e dos exemplos com que vais ilustrando. Um abraço!
Bolas, João! Que bela reflexão e provocação sobre esta coisa de escrever e criar conteúdo. Sempre escrevi (sobre vida e experiências, algumas vezes de forma mais “higiénica” - polida, seguindo os preceitos do que é um texto com estrutura, com subtítulos e essas coisas - outras vezes de forma menos higiénica - fluxo de consciência, verborreia e tudo mais). E sei que tenho público para um e para outro.
Apesar de “escrever conteúdo” no meu trabalho, tenho querido afastar-me cada vez mais da ideia de que estou a contribuir para encher a internet com conteúdos facilmente mastigáveis, em vez de aprofundar algumas ideias e de as expor, independentemente da receptividade.
Olha, vale o que vale, mas ajudaste a sacudir qualquer coisa cá dentro. Obrigada por isso.
Rafaela, obrigado pelas tuas palavras e perspectiva. Fico contente de saber que contribui para uma reflexão interna. As sacudidelas às vezes são das melhores coisas. Escrever pode, e talvez deva, ser mesmo um reduto de liberdade. Um abraço
Olá João! Ainda bem que gostaste do texto, fico muito grato por isso. Mas há também criatividade na forma como entregamos informação. Às vezes estarmos simplesmente relaxados e apaixonados por antioxidantes e fibra é quanto basta para acender a chama da criação.
João, o teu texto tocou-me num nervo profundo. Nos últimos anos, sinto que temos vindo a confundir o escrever com o fazer marketing e o fazer marketing com escrever, muito também impulsionado pelos autores que usam as plataformas de redes sociais para levar mais longe as suas obras. Nada contra, é parte do seu trabalho, mas nem tudo tem de ser para vender. Gostei muito de ler este texto (espero que o comboio tenha demorado o tempo certo para o escreveres sem chegares atrasado ao destino). Um beijinho
Obrigado pelas palavras, Lídia, e fico feliz que o texto tenha chegado a um dos teus nervos. O meu truque é usar as viagens de comboio que forem necessárias até o texto estar pronto. Assim escrevo o que quiser sem correr o risco de me atrasar. Um abraço!
Muito bom texto, João! É como fazem os mestres zen: nunca se preparam antes de uma palestra. Também tenho evitado preparar-me demais quando dou palestras sobre nutrição.
Mas a espontaneidade que mencionas é algo mais difícil, por exemplo, na minha área de trabalho. Por mais que eu ache que antioxidantes e fibra são sexy, a verdade é que a maior parte das pessoas acha uma seca.
Parabéns pelo texto.
Durante algum tempo tive de criar conteúdos para um contexto profissional e confesso que odiei. Descobri que marketing e "caixinhas" não é bem a minha praia.
Para mim, escrever é mesmo essa expressão de liberdade e de quem sou... é ir soltando as palavras enquanto vou encontrando a minha voz.
Não me preocupo com crescimento rápido ou algoritmo, só quero escrever, ler e criar arte.
E talvez seja precisamente essa a receita para a liberdade, criativa e de pensamento. Obrigado pelas palavras e ainda bem que gostaste do texto.
Adorei o texto, João, e como é realmente uma ode a como escrever em liberdade e não um "como não escrever" que depois, completamente contra um propósito que deveria defender, nos enche os ouvidos do que interessa escrever, como e de que modo. Que mete tudo em caixinhas e nos obrigada a saltar para dentro de ti e trancarmo-nos lá. Escrever contrariando verdadeiramente todas as regras do "como escrever" é como o descreves. Obrigada pelo texto libertador, fez-me respirar fundo!
Obrigado, Carolina. Fico sem palavras com as tuas palavras. Ainda bem que o texto exerceu tudo isso em ti, eu fico imensamente feliz com isso.
Nada que agradecer, o mérito é todo teu, e eu sou só sincera :) mas acredita que também me deixa muito feliz a mim poder encontrar os teus textos!
Aceito o desafio! E gostava que muitos mais aceitassem também. Gostava que escapássemos todos do domínio dos algoritmos e nos deixássemos surpreender com o que a liberdade criativa pode criar.
Bons pontos de escrita. Gostava de escrever mais mas parece que a dada altura, algo me apaga o significado das palavras. Agora já sei que o que me falta, é mais input.
Bom texto!
Caríssimo Ricardo, que bom saber-te por estas bandas. Mais input e escrever, muito, mesmo que seja para nada. Porque nunca é para nada. Um abraço
Obrigado por este texto, João, que mais parece um manifesto sobre a escrita.
Não trabalho em marketing, mas escrevo muita (demasiada?) coisa em contexto profissional. Faço-o quase de olhos fechados, quase sem pensar, de tal forma tenho inculcado o estilo e a forma de como devo transmitir uma determinada mensagem. A ausência de espaço de manobra acaba por agilizar o processo, a escrita é muito rápida porque basta remeter para as fórmulas mais do que batidas.
Ao invés, escrever em blogs e, agora, no Substack sempre foi, para mim, um exercício de imensa liberdade: é um alívio poder escrever, em primeiro lugar, sobre o que me apetece, sem qualquer tipo de limitação que não a minha auto-censura e, em segundo lugar, sem ter de prestar atenção a melhores práticas e outras regras respeitantes à forma.
Hoje, à hora a que escrevo (10h e tal da manhã, quase 11h), diria que o meu "nicho" (uma palavra que me remete sempre para a infância, porque a escola primária onde andei chamava-se "o Nicho") ou "público-alvo" é quem quiser ler-me, quem quiser dar-me a honra de dedicar um bocado do seu tempo a ler o que escrevi. De resto, é como dizes: o "nicho" ou o "público-alvo" aparecerão, ou não; remeto para o tempo a tarefa de responder a essa questão.
Termino a puxar a brasa à minha sardinha, porque escrevi sobre isto no fim-de-semana passado. A "conteudização" não atinge apenas a escrita: na música, por exemplo, também assistimos a fenómenos similares, de recurso a fórmulas cuidadosamente definidas, com vista à optimização do alcance, da audiência, do número de vezes que a faixa é ouvida nas plataformas de streaming.
Abraço
Obrigado pelas palavras, folgo em saber que gostaste do texto. E sim, esta homogeneidade cultural é transversal a todas as formas de arte. Temos o mesmo problema nas séries e filmes. Ainda não li o teu texto na totalidade mas fiquei vidrado na importância da bridge e dos exemplos com que vais ilustrando. Um abraço!
Tomem e embrulhem! Bela reflexão e belo texto!
Ainda bem que gostaste, Cristina. Obrigado 🫂
Bolas, João! Que bela reflexão e provocação sobre esta coisa de escrever e criar conteúdo. Sempre escrevi (sobre vida e experiências, algumas vezes de forma mais “higiénica” - polida, seguindo os preceitos do que é um texto com estrutura, com subtítulos e essas coisas - outras vezes de forma menos higiénica - fluxo de consciência, verborreia e tudo mais). E sei que tenho público para um e para outro.
Apesar de “escrever conteúdo” no meu trabalho, tenho querido afastar-me cada vez mais da ideia de que estou a contribuir para encher a internet com conteúdos facilmente mastigáveis, em vez de aprofundar algumas ideias e de as expor, independentemente da receptividade.
Olha, vale o que vale, mas ajudaste a sacudir qualquer coisa cá dentro. Obrigada por isso.
Rafaela, obrigado pelas tuas palavras e perspectiva. Fico contente de saber que contribui para uma reflexão interna. As sacudidelas às vezes são das melhores coisas. Escrever pode, e talvez deva, ser mesmo um reduto de liberdade. Um abraço
Que belo texto, João.
Obrigado, Cátia!
Não é uma tarefa fácil, num mundo construído para nos prender. Muita força!
Muito bom, João. Muito na linha do que eu próprio pretendo: um espaço de liberdade interior que transporta para a palavra o que da alma transborda.
Obrigado 🫂