"Onde há percepção, há engano". Diz o Buda na Sutra do Diamante. Que é o mesmo que os cientistas dizem na frase "correlação não implica causação." Ou seja, as aparências iludem.
Fico muito feliz por teres tido uma passagem de ano boa. Mas eu, por exemplo, não gosto do aparato todo da passagem de ano. Os animais ficam em pânico. Adultos com stress pós-traumático também. Já era tempo da sociedade se importar com ambos os grupos.
Quando se tem uma família com crianças, deve ser diferente. Há uma certa vontade de criar magia. Ou pelo menos de normalizar a excitação que veem.
No natal, houve aqui uma grande festa com música e pessoas a dançar. Mas as crianças mais pequenas pareciam um pouco assustadas com a extroversão dos adultos. Via-se na cara delas, mas ninguém parecia importar-se.
Talvez um dos estados naturais das crianças seja o da calma, e sejam os desenhos animados e os adultos a excitá-las até ficarem com ADHD.
Espero que entendas isto como uma crítica social (sempre necessária, acho eu), e não a ti. Acho que deves ser um óptimo pai.
Que todos possam encontrar felicidade neste mundo, da maneira que preferirem. Bom ano.
Não sinto nada que seja uma crítica pessoal e percebo bem o teu ponto. Permite-me ser incongruente e dizer-te que também não acho piada ao festejo exagerado, ao fogo de artifício (que me incomoda e bem sei o mal que faz aos animais). E acho muito pertinente a. tua leitura: as crianças reagem aos estímulos que as envolvem, e claro que a festividade social também é um estimulante para elas. O meu filho mais velho sempre detestou sons altos, por exemplo. A forma como nós socializamos as nossas crianças, hoje em dia, não me parece ser saudável de todo. O que são consideradas práticas normais e socialmente aceites, muitas vezes contribuem para desequilíbrios físicos e psicológicos. O Gabor Maté fala muito bem disso no "Mito do Normal", recomendo uma leitura, talvez aches interessante. Obrigado pela reflexão e partilha. Desejo-te um óptimo ano e que tu também encontres felicidade no mundo, da maneira que preferires. Abraço
"Onde há percepção, há engano". Diz o Buda na Sutra do Diamante. Que é o mesmo que os cientistas dizem na frase "correlação não implica causação." Ou seja, as aparências iludem.
Fico muito feliz por teres tido uma passagem de ano boa. Mas eu, por exemplo, não gosto do aparato todo da passagem de ano. Os animais ficam em pânico. Adultos com stress pós-traumático também. Já era tempo da sociedade se importar com ambos os grupos.
Quando se tem uma família com crianças, deve ser diferente. Há uma certa vontade de criar magia. Ou pelo menos de normalizar a excitação que veem.
No natal, houve aqui uma grande festa com música e pessoas a dançar. Mas as crianças mais pequenas pareciam um pouco assustadas com a extroversão dos adultos. Via-se na cara delas, mas ninguém parecia importar-se.
Talvez um dos estados naturais das crianças seja o da calma, e sejam os desenhos animados e os adultos a excitá-las até ficarem com ADHD.
Espero que entendas isto como uma crítica social (sempre necessária, acho eu), e não a ti. Acho que deves ser um óptimo pai.
Que todos possam encontrar felicidade neste mundo, da maneira que preferirem. Bom ano.
Não sinto nada que seja uma crítica pessoal e percebo bem o teu ponto. Permite-me ser incongruente e dizer-te que também não acho piada ao festejo exagerado, ao fogo de artifício (que me incomoda e bem sei o mal que faz aos animais). E acho muito pertinente a. tua leitura: as crianças reagem aos estímulos que as envolvem, e claro que a festividade social também é um estimulante para elas. O meu filho mais velho sempre detestou sons altos, por exemplo. A forma como nós socializamos as nossas crianças, hoje em dia, não me parece ser saudável de todo. O que são consideradas práticas normais e socialmente aceites, muitas vezes contribuem para desequilíbrios físicos e psicológicos. O Gabor Maté fala muito bem disso no "Mito do Normal", recomendo uma leitura, talvez aches interessante. Obrigado pela reflexão e partilha. Desejo-te um óptimo ano e que tu também encontres felicidade no mundo, da maneira que preferires. Abraço