Gostei muito, tanto da primeira parte como da segunda. Espero que eu e a Joana cheguemos aos 32 anos de amizade (ou mais, se der para isso). Se não me engano, vamos nos 20s. Mas é de facto o que dizes: é reflexo da nossa existência. São pessoas que, mais do que nos verem crescer, cresceram connosco, e moldaram porventura a forma como crescemos juntos. É difícil superar essa intimidade. E fazer amizade em criança é muito diferente de quando já somos adultos, porque em adultos já perdemos a oportunidade de brincar com aquela pessoa, a inocência, a vulnerabilidade, são tudo ingredientes que acredito ajudarem ao desenvolvimento de uma amizade. Em adultos, somos menos vulneráveis, mais cautelosos e calculistas. Não quer dizer que não se façam bons amigos, amigos para a vida, mas requer uma dose maior de coragem: a coragem de nos deixarmos ver sem saber ainda se aquela pessoa merece. Na faculdade, fiz alguns amigos para a vida assim (e que corajosa fui porque há coisas que não voltaria a fazer à frente de ninguém). Agora já tenho mais noção do ridículo e é difícil abrir-me como antigamente. Não sei se também sentes isso.
Fiquei a pensar nessa coragem de que falas. E acho que há aí um fundo de (grande) verdade. É preciso sermos crianças, na inocência, na transparência, para fazer amigos na idade adulta. É preciso afinidade também. Fico contente que tenhas gostado e obrigado pela tua reflexão.
Nos temas da amizade e da solidão, estamos em sintonia. É da idade e é das vidas que vivemos, tão similares umas às outras. Gostei muito de te ler.
Obrigado pelas palavras, Ana. Fico contente que tenham tido um efeito em ti
Gostei muito, tanto da primeira parte como da segunda. Espero que eu e a Joana cheguemos aos 32 anos de amizade (ou mais, se der para isso). Se não me engano, vamos nos 20s. Mas é de facto o que dizes: é reflexo da nossa existência. São pessoas que, mais do que nos verem crescer, cresceram connosco, e moldaram porventura a forma como crescemos juntos. É difícil superar essa intimidade. E fazer amizade em criança é muito diferente de quando já somos adultos, porque em adultos já perdemos a oportunidade de brincar com aquela pessoa, a inocência, a vulnerabilidade, são tudo ingredientes que acredito ajudarem ao desenvolvimento de uma amizade. Em adultos, somos menos vulneráveis, mais cautelosos e calculistas. Não quer dizer que não se façam bons amigos, amigos para a vida, mas requer uma dose maior de coragem: a coragem de nos deixarmos ver sem saber ainda se aquela pessoa merece. Na faculdade, fiz alguns amigos para a vida assim (e que corajosa fui porque há coisas que não voltaria a fazer à frente de ninguém). Agora já tenho mais noção do ridículo e é difícil abrir-me como antigamente. Não sei se também sentes isso.
Fiquei a pensar nessa coragem de que falas. E acho que há aí um fundo de (grande) verdade. É preciso sermos crianças, na inocência, na transparência, para fazer amigos na idade adulta. É preciso afinidade também. Fico contente que tenhas gostado e obrigado pela tua reflexão.