Quando vi a tua publicação abri-a de imediato. Tinha acabado de escrever um texto onde pergunto como se faz um luto. O meu pai também já não está presente. Há pouco mais de 2 anos. Não te sei dizer se a saudade se apazigua e fica mais doce. Há dias em que a sinto mais do que tudo. Há dias em que sinto que não tive ainda tempo de fazer esse luto.
Escrever não te ajuda só a ti, ajuda-nos também a nós que lemos, que nos identificamos e que nos fortalecemos através da tua partilha. Obrigado por isso e um forte abraço mais uma vez.
Oh, João, lamento muito pela tua perda. Não sei o que será uma perda tão abismal. Só te posso enviar força e um abraço virtual. E dar-te os parabéns por, no meio disto tudo, teres tido a coragem e a capacidade de escrever um texto que é tão devastador quanto importante, bonito, e inspirador. Tenho a certeza que tal como tu voltaste à procura das palavras da mãe do teu amigo para encontrares alguma orientação sobre como navegar neste momento, muita gente voltará ao teu texto precisamente para o mesmo, para encontrar esse conforto, apoio e sabedoria. Um beijinho 🫂
Obrigado, Carolina. Tentei não deixar a dor impedir-me de publicar. Procurei uma espécie de alquimia: escrever para minorar o sofrimento. Ou entende-lo melhor. Um abraço
Lamento muito a perda, não consigo imaginar o que será perder um pai ou uma mãe, embora tenha um exemplo muito perto de mim de um “mau luto” (porque ainda não está resolvido e a mágoa está ainda latente). Desejo-te por isso que encontres essa mansidão e doçura, e que guardes só as melhores “pinturas” do teu pai e da tua relação com ele. Um grande abraço 🫂
Primeiro quero lamentar a sua perda, mais uma, e desejar que essa mágoa se desvaneça e dê lugar aos sorrisos associados a lembranças felizes, que espero existam.
Perder alguém é difícil, muito difícil, falo por experiência própria porque a minha provecta idade já me trouxe a perda de muitas pessoas. A minha mãe foi a última, com 86 anos. Na minha família, que é grande, as idades são avançadas, entre os oitentas e muitos e os 100, o que se por um lado é bom por outro significa que a altura de partirem está sempre no horizonte. Na realidade está para todos desde que nascemos mas o normal será os mais velhos partirem primeiro.
Como é lógico não vou dissertar sobre luto, perdas ou como lidar com isso tudo porque até hoje ainda não percebi como. Sei que dói, muito, sei que as lembranças muitas vezes levam a que as lágrimas caiam, sei que as lembranças trazem sorrisos ou mesmo gargalhadas ao recordar situações alegres mas também sei que trocava tudo por mais tempo com quem amo, por ouvir a minha mãe dizer mais uma vez, amo-te muito minha filha. E eu sendo a mais velha de 8 irmãos ouvi muitas vezes, para mim é para os meus irmãos.
João, a vida é feita destas coisas e não podemos fazer com que não aconteçam. Aquilo que está ao nosso alcance é conseguir lidar com isso da melhor maneira possível e esperar que os dias de sorrisos sejam mais que os de lágrimas.
Já não vinha ao Substack há imenso tempo, problemas de saúde que me têm deixado sem vontade para nada, mas leio o que recebo no mail e ao receber o seu senti vontade de lhe dar um abraço, mesmo que virtual. Quero dizer-lhe que não vai passar mas que aos poucos vai ficando guardado na gaveta das recordações e que apesar de essa gaveta se abrir por vontade própria será mais fácil para si lidar com isso, mesmo que as lágrimas caiam, como as minhas neste momento.
No fim disto tudo o que queria que fosse apenas umas palavras de carinho e conforto acabou por ser também um desabafo mas como não tenho o hábito de corrigir o que escrevi pois no que escrevo está o que sinto e não o que acho que fica bem, vou enviar mesmo assim.
Um beijinho, a minha idade permite fazê-lo, acho eu, e força para ultrapassar mais essa perda.
Obrigado pelas palavras, Mary. A morte não me é desconhecida mas, mesmo assim, continua custosa. Continuará a ser sempre, julgo. Mas vou guardar essas memórias, as que me fazem chorar e as que me fazem rir. Fez-me bem ler o seu comentário. Devolvo um beijinho, que não acredito que haja idade alguma que impeça a empatia de ser exercida.
Quando vi a tua publicação abri-a de imediato. Tinha acabado de escrever um texto onde pergunto como se faz um luto. O meu pai também já não está presente. Há pouco mais de 2 anos. Não te sei dizer se a saudade se apazigua e fica mais doce. Há dias em que a sinto mais do que tudo. Há dias em que sinto que não tive ainda tempo de fazer esse luto.
Um abraço João.
Respondi-te, mas o comentário ficou ali em baixo à solta. Obrigado pelas palavras, uma vez mais.
Os pais (mãe e pai) deveriam ser eternos. Lamento imenso, caro João. Que consigas ultrapassar esta dor da melhor forma possível.
Obrigado, Joana! 🫂
Escrever não te ajuda só a ti, ajuda-nos também a nós que lemos, que nos identificamos e que nos fortalecemos através da tua partilha. Obrigado por isso e um forte abraço mais uma vez.
Lamento muito a tua perda, um abracinho apertado. Obrigada por arranjares a força para partilhares este texto lindo 💌
Obrigado. Escrever, de facto, ajudou. Um abraço
Oh, João, lamento muito pela tua perda. Não sei o que será uma perda tão abismal. Só te posso enviar força e um abraço virtual. E dar-te os parabéns por, no meio disto tudo, teres tido a coragem e a capacidade de escrever um texto que é tão devastador quanto importante, bonito, e inspirador. Tenho a certeza que tal como tu voltaste à procura das palavras da mãe do teu amigo para encontrares alguma orientação sobre como navegar neste momento, muita gente voltará ao teu texto precisamente para o mesmo, para encontrar esse conforto, apoio e sabedoria. Um beijinho 🫂
Obrigado, Carolina. Tentei não deixar a dor impedir-me de publicar. Procurei uma espécie de alquimia: escrever para minorar o sofrimento. Ou entende-lo melhor. Um abraço
Lamento muito a perda, não consigo imaginar o que será perder um pai ou uma mãe, embora tenha um exemplo muito perto de mim de um “mau luto” (porque ainda não está resolvido e a mágoa está ainda latente). Desejo-te por isso que encontres essa mansidão e doçura, e que guardes só as melhores “pinturas” do teu pai e da tua relação com ele. Um grande abraço 🫂
Bom dia João.
Primeiro quero lamentar a sua perda, mais uma, e desejar que essa mágoa se desvaneça e dê lugar aos sorrisos associados a lembranças felizes, que espero existam.
Perder alguém é difícil, muito difícil, falo por experiência própria porque a minha provecta idade já me trouxe a perda de muitas pessoas. A minha mãe foi a última, com 86 anos. Na minha família, que é grande, as idades são avançadas, entre os oitentas e muitos e os 100, o que se por um lado é bom por outro significa que a altura de partirem está sempre no horizonte. Na realidade está para todos desde que nascemos mas o normal será os mais velhos partirem primeiro.
Como é lógico não vou dissertar sobre luto, perdas ou como lidar com isso tudo porque até hoje ainda não percebi como. Sei que dói, muito, sei que as lembranças muitas vezes levam a que as lágrimas caiam, sei que as lembranças trazem sorrisos ou mesmo gargalhadas ao recordar situações alegres mas também sei que trocava tudo por mais tempo com quem amo, por ouvir a minha mãe dizer mais uma vez, amo-te muito minha filha. E eu sendo a mais velha de 8 irmãos ouvi muitas vezes, para mim é para os meus irmãos.
João, a vida é feita destas coisas e não podemos fazer com que não aconteçam. Aquilo que está ao nosso alcance é conseguir lidar com isso da melhor maneira possível e esperar que os dias de sorrisos sejam mais que os de lágrimas.
Já não vinha ao Substack há imenso tempo, problemas de saúde que me têm deixado sem vontade para nada, mas leio o que recebo no mail e ao receber o seu senti vontade de lhe dar um abraço, mesmo que virtual. Quero dizer-lhe que não vai passar mas que aos poucos vai ficando guardado na gaveta das recordações e que apesar de essa gaveta se abrir por vontade própria será mais fácil para si lidar com isso, mesmo que as lágrimas caiam, como as minhas neste momento.
No fim disto tudo o que queria que fosse apenas umas palavras de carinho e conforto acabou por ser também um desabafo mas como não tenho o hábito de corrigir o que escrevi pois no que escrevo está o que sinto e não o que acho que fica bem, vou enviar mesmo assim.
Um beijinho, a minha idade permite fazê-lo, acho eu, e força para ultrapassar mais essa perda.
Mary
Acho que o luto é, precisamente, essa indefinição de sabor agridoce. Como um vinho, suaviza com o tempo, talvez. Obrigado pelas palavras, um abraço.
Obrigado pelas palavras, Mary. A morte não me é desconhecida mas, mesmo assim, continua custosa. Continuará a ser sempre, julgo. Mas vou guardar essas memórias, as que me fazem chorar e as que me fazem rir. Fez-me bem ler o seu comentário. Devolvo um beijinho, que não acredito que haja idade alguma que impeça a empatia de ser exercida.