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Avatar de Nando

Tens toda a razão relativamente às redes de apoio. Mas gostava de acrescentar uma coisa…

Eu próprio faço parte de uma rede de apoio a dois familiares que são Pais de primeira viagem.

A minha irmã e o meu primo (que no fundo, também é meu irmão) e deixa-me que te diga que a cultura de que falas (a tal que atenta ao sentido de comunidade) se encontra enraizada a um nível muito profundo. Ao ponto de, mesmo aqueles que têm o privilégio de ter estas redes de apoio, sentirem que não as devem usar sem ser em “emergências” (o que é uma emergência neste contexto? Um conceito difícil de delinear)

No fundo… sentem a responsabilidade como sua e unicamente sua.

Tenho dois exemplos ambos bem contraditórios. O meu primo, que me liga para lhe fazer uma sopa sem qualquer questão. E a minha irmã que me fala das dificuldades posteriormente e quando lhe digo “devias ter ligado” ela me responde “não queria chatear”.

Temos de educar também os beneficiários das nossas redes de apoio para que sintam à vontade em recorrer a estas redes pois muitas vezes há um sentimento de culpa e incapacidade associado ao pedido de ajuda.

Temos de normalizar o pedir ajuda aos que nos rodeiam. Da mesma forma que temos de normalizar a aceitação das nossas limitações e cultivar uma cultura de inter-ajuda, seja na parentalidade ou em qualquer outro aspeto das nossas vidas.

Talvez assim sejamos capaz de começar a bola de neve da cooperação (e compaixão).

Um abraço João.

Avatar de Catarina Alves de Sousa

Também idealizo uma comunidade mais como aquilo que descreves neste artigo, mas também é como dizes, tem que partir de nós. Gostava de o fazer mais vezes, de oferecer ajuda em vez de esperar a reposta a "precisam de alguma coisa?".

Por vezes, achamos que já estamos a fazer a nossa parte ao perguntar, mas se virarmos o foco para nós, quantas vezes é que respondemos afirmativamente a essa questão?

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