O consentimento é manufaturado pelos media, como diz o Chomsky.
Vou dar um exemplo pessoal.
Quando era adolescente fiz mal a animais que tinha. Mais ou menos sem culpa, apenas brinquei de forma mais violenta. Mas o que interessa é que ficaram magoados. Fiquei triste.
Depois meti isso debaixo do tapete do subconsciente até que vi um filme sobre o que se passa em matadouros e na própria pecuária.
E aí vi que ao longo da minha vida tinha sido responsável pela tortura e morte de centenas de animais, ao pagar pelos seus cadáveres para os comer.
Mas, ao contrário dos meus animais de estimação, eu não tinha qualquer ligação emocional a essas centenas de animais de pecuária.
Porque nunca me tinham exposto ao que se passava com esses animais. Porque as televisões têm medo de ir contra os seus anunciantes.
E então tornei-me um lutador contra a opressão, e tornei-me vegano, que de longe foi a decisão mais profícua e acertada que já tomei.
Ainda hoje, apesar de os animais de pecuária serem as criaturas mais exploradas, abatidas aos biliões por ano, pouca gente parece desperta para o problema.
Quando se fala disto, parece que é sempre na óptica da espécie humana: deixar de comer animais diminui o risco de muitas doenças crônicas. E as pessoas estão interessadas nisso. Mas é tabu falar das vítimas.
O consentimento manufatura-se, talvez, com o sentimento de identidade e de ganância das pessoas. O Buda avisou que a identidade separada é uma ilusão e a fonte dos nossos sofrimentos.
Sem dúvida. Aliás, quando escrevo que o consentimento é criado, inspiro-me muito no livro do Chomsky. Continua a ser, a meu ver, uma visão muito pertinente do nosso mundo. E atual. Fico contente que tenhas conseguido ver o mundo de outra forma e adotar outras práticas. Um abraço
O consentimento é manufaturado pelos media, como diz o Chomsky.
Vou dar um exemplo pessoal.
Quando era adolescente fiz mal a animais que tinha. Mais ou menos sem culpa, apenas brinquei de forma mais violenta. Mas o que interessa é que ficaram magoados. Fiquei triste.
Depois meti isso debaixo do tapete do subconsciente até que vi um filme sobre o que se passa em matadouros e na própria pecuária.
E aí vi que ao longo da minha vida tinha sido responsável pela tortura e morte de centenas de animais, ao pagar pelos seus cadáveres para os comer.
Mas, ao contrário dos meus animais de estimação, eu não tinha qualquer ligação emocional a essas centenas de animais de pecuária.
Porque nunca me tinham exposto ao que se passava com esses animais. Porque as televisões têm medo de ir contra os seus anunciantes.
E então tornei-me um lutador contra a opressão, e tornei-me vegano, que de longe foi a decisão mais profícua e acertada que já tomei.
Ainda hoje, apesar de os animais de pecuária serem as criaturas mais exploradas, abatidas aos biliões por ano, pouca gente parece desperta para o problema.
Quando se fala disto, parece que é sempre na óptica da espécie humana: deixar de comer animais diminui o risco de muitas doenças crônicas. E as pessoas estão interessadas nisso. Mas é tabu falar das vítimas.
O consentimento manufatura-se, talvez, com o sentimento de identidade e de ganância das pessoas. O Buda avisou que a identidade separada é uma ilusão e a fonte dos nossos sofrimentos.
https://omeuproprioolhar.substack.com/p/o-lado-certo-da-historia
Fico tão feliz que o meu texto tenha espoletado o teu, Zé. Ainda bem que gostaste. Um abraço
Sem dúvida. Aliás, quando escrevo que o consentimento é criado, inspiro-me muito no livro do Chomsky. Continua a ser, a meu ver, uma visão muito pertinente do nosso mundo. E atual. Fico contente que tenhas conseguido ver o mundo de outra forma e adotar outras práticas. Um abraço