Discussão sobre este post

Avatar de User
Avatar de carolina novo

Sei que a beleza e as reflexões importantes que vêm com estes momentos não levam a nuvem negra para longe, nem tornam a perda mais leve, mas sim, ainda assim, achei o texto muito bonito. Aliás, tenho tendência para achar que é nestes momentos de maior fragilidade e em que a vida parece tão pequenina, que nascem das coisas mais bonitas. Espero que o que tens aprendido te ajude, pelo menos, a aproveitar o que há ainda de bom para aproveitar. Coragem para estes dilúvios!

Avatar de carolina novo

Gostei muito deste texto, João. Apesar de toda a tristeza e cansaço que tem entranhadas, é muito bonito e deixou-me a pensar. Acho que deste voz a uma lição que parece simples e cliché, mas que poucas pessoas aprendem a tempo. Enquanto há tempo.

Dizes, “temos sempre escolha. Podemos engolir a desilusão de não ter o que queremos nos nossos termos. Podemos decidir que a presença é mais importante”, e isto é algo em que tenho pensado muito. Acho que a desilusão, a dor, o ressentimento de anos a não termos o que queremos da forma que desejámos ou achamos justo é muito difícil de ultrapassar. Acho, honestamente, que a maioria das pessoas cristaliza esse bolo amargo e o carrega até ao fim. Se lhes perguntarem, dirão, “mas ele também nunca foi o que quis/precisei”, algo por aí. E acaba-se a história, e o tempo. Nunca se pára para pensar que, até aí, há a possibilidade de escolha. Podemos decidir que já não importa assim tanto. Que queremos tentar uma última vez. Ou que queremos só estar presentes, quando já se esteve ausente tantas vezes.

Acho honestamente que tocaste numa das maiores lições que a morte pode dar, uma das mais escondidas e difíceis de entender enquanto há tempo: que podemos parar e decidir que está tudo bem, que não importa o que passou, sem que algo desça à terra para nos condenar pela nossa 'hipocrisia', com acusações de 'parece que te esqueceste de tudo o que passou'; estamos a salvo. Podemos esquecer. Tudo estará esquecido, de qualquer forma, em breve.

Parabéns pelo texto, João (e desculpa o comentário longo e talvez sem nexo), e força!

Mais 3 comentários...

Nenhuma publicação

Pronto para mais?