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Avatar de Rita Dantas

Também tenho sentido essa prisão de forma crescente, mas acho que é inevitável. A única forma de fugir era manter um diário - mas não, consigo lembrar-me imediatamente de algumas coisas que nunca confiei a nenhum diário.

Avatar de João Azevedo

Também não confio num diário, pelas mesmas razões. Há coisas que devem ser escritas mas nunca lidas por ninguém a não ser nós. É, de facto, uma prisão. A sua inevitabilidade é que não tenho a certeza. Há um preço a pagar: a devassa da nossa privacidade, é certo, entre outras coisas. Mas da mesma forma que detesto a prisão da autocensura, também não gosto da prisão da inevitabilidade. Obrigado pelas palavras, Rita!