8 Comentários
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Avatar de Davide Pinheiro

Subscrevo.

Avatar de Adriana Cinza

De há uns tempos para cá ando a refletir a ideia de largar o instagram, mas também confesso o vício de partilhar a minha vida esperando uma reação do outro lado. Por isso, de vez em quando, decido fazer uma pausa e só usar a rede para ver certos conteúdos (não tenho paciência para fazer scroll durante muito tempo, até porque é difícil captar a minha atenção com coisas superficiais, e, assim, acabo por interagir só contas sobre livros, não sendo muito exposta a outros ecossistemas). Só que ao ler o teu texto, apercebi-me a irritação que me causa servir de "matéria-prima para extração de dados" nestas plataformas. Reprovo-me por não gostar do gosto, mas jogar com as suas regras. Enfim... quero refletir ainda mais antes de tomar uma decisão. Não é fácil largar este vício.

Avatar de João Azevedo

Não é nada fácil largar este vício, ainda para mais num mundo feito para nós roubar a atenção. Fico feliz que este texto tenho levado a reflexões e questionamentos!

Avatar de Raquel Dias da Silva

Gostei imenso desta reflexão: tem tanto sumo que nem sei por onde começar. Sou mais nova mas também vivi a era dos blogues e tive uns 4 ou 5. Eram tempos mesmo felizes. Fico muito nostálgica quando penso nisso, e confesso que tenho voltado a sentir um pouco dessa magia aqui no Substack (vou ficar à espera do teu texto sobre o Substack e as questões que sentes que se estão a levantar). Infelizmente ainda não me consegui desligar das redes. Sinto que sempre vivi cronicamente online e uso muito as redes para fins profissionais (estar em cima de acontecimentos, encontrar/contactar pessoas, etc.). Um dia talvez consiga. Até lá vou tentando reduzir o tempo que perco a scrollar. O kobo tem ajudado porque troco um ecrã por outro mas sinto-me muito melhor porque estou a ler e a investir o meu tempo em conhecimento/prazer intelectual.

Avatar de João Azevedo

Há casos em que o uso das redes é necessário, seja a nível profissional ou até pessoal. Não julgo de todo. Mas sim, acho que estamos a viver um pouco dessa Era antiga dos blogs com micro comunidades que orbitam os formatos mais longos de conteúdos. E, sim, menos tempo de ecrã é sempre igual a mais vida real, o Kobo parece ser um excelente ferramenta para lutar por esse equilíbrio.

Avatar de João Madureira - Nutricionista

Que tema interessante.... Também acompanhei os primeiros tempos da internet, uma vez fiz uma declaração de amor em HTML, e fui moderador de sites de qualidade duvidosa.

Atualmente sinto o mesmo que sentes. Decidi tirar as redes sociais do telemóvel, e só acedo pelo computador.... Já é um bom passo.

Avatar de João Azevedo

Pequenos passos acabam em mudanças. Um abraço!

Avatar de O que Faz Falta

Creio que somos da mesma geração, pois vivi as mesmas coisas como o mIRC. Não menos importante para a partilha a música era o MySpace, onde havia esse espírito de partilha e até de celebração da música — e não o culto do artista enquanto pessoas famosa. Tenho algumas dificuldades em me desligar das redes, com o meu passado como jornalista tenho muitas fontes e contatos importantes no Facebook. Contínuo a não me conseguir libertar da possibilidade de necessitar de chegar até alguém. Antigamente, a gente perdia a agenda e lá se iam os contatos de uma vida. É de alguma forma comparável. Já o Instagram, de não fosse pelo podcast já teria apagado. Vivi 9 meses quando cheguei à Roménia , porque não tinha um tostão, sem smartphone. A leveza cerebral foi magnífica. Desejo secretamente novamente esse dumb phone.